No Pan, brasileiras tentam acabar com má fama do nado peito.

 

Apesar de estarem na modalidade mais criticada da natação brasileira, as representantes da equipe feminina brasileira do nado peito acreditam que têm capacidade de obter bons resultados nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que começam na próxima sexta-feira.
Michele Schimidt está confiante para a competição. "Os 200 m peito feminino é chamado por alguns de o mais fraco do Brasil, mas hoje vejo quatro meninas com praticamente a mesma capacidade de bons resultados", disse, nesta segunda-feira, ao site oficial da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos).
"Numa competição como o Pan, existe muita troca e certamente evoluíremos ainda mais na disputa com nossas adversárias. Sonho alto, mas com pé no chão, que o time do peito feminino vai representar bem o Brasil", acrescentou.
Concorrente de Michele nos 200m, Thamy Ventorin pretende melhorar sua marca pessoal. "Conheço mais ou menos as americanas e canadenses, que são as favoritas. As outras são do mesmo nível e as enfrentaremos de igual para igual", afirmou.
"Apesar de nunca ter nadado na altitude, fizemos uma boa aclimatação e acredito em melhora de meu próprio tempo", completou Thamy. A cidade de Guadalajara está situada acima dos 1.500 m de altitude.



Michele, Carolina, Thamy e Tatiane
(da esq. para a dir.) posam no CT de La Loma
     

Brasileiras treinam no CT de La Loma,
preparatório para o Pan de Guadalajara 2011
 
 
 

Da mesma maneira, Carolina Mussi também espera chegar ao Pan em suas melhores condições. A nadadora irá competir nos 100m peito. "Desde o início do ano não estava achando meu estilão, de bastante apoio e pouca braçada. Agora voltei a me sentir bem, como há muito tempo não acontecia", afirmou.

 
 


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Além de Carol, o Brasil irá contar com Tatiane Sakemi para a disputa dos 100m peito. A que tiver melhor desempenho entre as duas integrará o revezamento 4x100m medley, no último dia da natação (21/10), mas Tatiane não prevê rivalidade com a companheira.
"Conheço mais a Carol e falando por nós duas, estamos bem focadas nos 100m peito, que hoje é a única prova que venho treinando", afirmou Tatiane. Apesar do bom momento, a nadadora acredita que ainda não conseguirá alcançar o índice para os Jogos Olímpicos de Londres.

"Não creio em índice olímpico aqui (em Guadalajara), mas até a última seletiva sei que tenho chances. No Pan, não queremos regredir e sei que as americanas e as canadenses, além de uma jamaicana serão as adversárias mais fortes", finalizou
 
       
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